Era uma vez, um moço lindo, com barba chamativa, adicionou-me a sua rede social fingindo me conhecer. Não demonstrei interesse, mas vigiei todos os seus passos virtuais. Um dia, hei de esbarrar nesse moço por aí. Quis tanto, mas tanto; que o destino trouxe o moço para mim.
O por aí aconteceu ao som de Raul Seixas. Vi o moço me olhando no canto do bar, coração disparou, disfarcei, fugi, olhei, desviei, olhei de novo. O moço veio e num descuido me enlaçou a cintura. Logo eu, a moça que não beija em público, estava ali atônita retribuindo o beijo.
Meus amigos o aprovaram e eu, em silêncio, também aprovei. Que sensação boa que eu não sentia desde o Lobo Mau e o PA. Aceitei o convite indecente, meio incrédula com o poder do pensamento que trouxe o moço para mim, assim, sem sacrifício.
Ai... suspiros tantos! Medos... muitos! O moço fala igualzinho ao finado Zé quando diz que serei dele e que não quer que eu o esqueça. Nessa hora, broxei. Um orgasmo sequer. O moço se esforçou, mas a semelhança do que ouvi estragou tudo. E como fala, socorro! O moço cobriu-me de óleo, massageou-me as costas, dormimos.
O bom dia do moço barbudo foi encantador. Já era de tarde quando vim para casa flutuando, pisando em nuvens, com um sorriso largo de orelha a orelha. Que lembrança boa e cheirosa de se guardar! Então, são essas agradáveis e belíssimas surpresas que a vida me reservou? Suspiro fundo e deixo o rádio ligado e a lembrança esquecida.
P.S: Recebi mensagens de madrugada o que me leva a crer que fomos vistos aos beijos! Já era, já foi, paciência! Eu avisei não querer mais notícias da tal "zona de conforto"!
Mirele Machado
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