-Hoje, foi nossa última vez. Não dá mais! - disse ele assim, enquanto se vestia. Paralisada, no sofá, hipnotizada nos olhos negros, invés das palavras proferidas; não disse nada.
-Quer chorar? Quer me dizer alguma coisa? Tu gosta de mim? Desculpa? - resmungou ele.
-Sai daqui, eu não quero chorar. Só quero que tu saia.
-Quer que eu saia porque tu vai chorar?
Ai, como eu o odeio por isso. Não chorei, pois sei que em quinze dias "volta o cão arrependido". Eu terminei tantas vezes, agora é vez dele. Isso é outra daquelas reticências que a consciência nos impõe colocar. Os dois tem problemas com pontos finais, agora sei.
"...Eu quase que fico feliz com você
Que quase disse aquelas coisas sem querer
Que meu lamento não te deixa triste
Seu quase sofre de chorar sem sorte
Mereço quase o nosso caos
Se eu quase vivo de tentar..."