sábado, 10 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
"Sei o pulso das palavras, a sirene das palavras. Não as que aplaudem do alto dos teatros, mas as que arrancam os caixões da treva e põem os poemas a caminhar, quadrúpedes de cedro. Às vezes, as relegam inauditas, inéditas, mas as palavras galopam com a cilha tensa. Ressoam os séculos e os trens rastejam para lamber as mãos calosas da poesia. Sei o pulso das palavras. Parecem fumaça, pétalas caídas sobre o calcanhar da dança. Mas o homem com os lábios da alma, é apenas carcaça".
Maiakóvski
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Quanto vale ou é por quilo?
- Somos escravos assalariados
O filme, de Sérgio Bianchi, Quanto vale ou é por quilo?, aborda dois períodos na história do Brasil que, à primeira vista, pareceriam distintos: a época da escravidão e a atual realidade assalariada. Através de uma construção histórica, visualizamos com nitidez a herança da escravidão que está nas classes dominantes que criam valores discriminatórios através dos quais conseguem barrar nos níveis econômico, social e cultural a manifestação da consciência negra.
O filme mostra a violência na captura dos negros, nos castigos corporais a que eram submetidos e no ato de serem vendidos no mercado como se fossem apenas coisas, objetos, animais. Os negros eram atividade comercial que dava grandes lucros aos empresários. Hoje, não é diferente, somos escravos, embora assalariados e vítimas do modelo social: compro, logo sou.
Outro fator marcante do filme é a resposta que a sociedade dá a criminalidade, ou seja, o aprisionamento. Embora pareça haver consenso de que essa seja a medida ideal e que lugar de bandido é na cadeia, não se pode esquecer que o custo social de tal solução está longe de ser desprezível. O criminoso fica impedido de delinqüir apenas enquanto estiver preso. Ao sair, terá rompido laços familiares e sociais e dificilmente encontrará quem lhes dê emprego e voltará a roubar, traficar, etc.
Enquanto, por exemplo, políticos corruptos roubam quantias exorbitantes do país e cometem tantos outros delitos encontram-se em liberdade aproveitando o dinheiro da nação o pai de família desempregado que rouba para sustentar o filho que está para nascer acaba preso. Não estou apoiando a criminalidade, mas salientando que é injusto.
A solução para os marginais, que do meu ponto de vista, são mais vítimas da desigualdade e do sistema explorador vigente no país, estaria na melhora do sistema educacional e das condições necessárias para ingressá-los no mercado de trabalho, já que muitos cometem crimes para aumentar a renda.
Acho esse filme um exemplo de utilidade pública. Um filme feito, pensado e utilizado para fazer com que aquelas pessoas que vejam suas imagens se conscientizem e passem a agir como elementos multiplicadores de uma realidade que embora sabida de todos é escamoteada com a desculpa individualista de que “eu pago meus impostos o governo que cuide do problema”.
Sendo assim, ficou ainda mais evidente que tudo gira em torno de dinheiro e que as supostas ações para acabar com as desigualdades sociais, aparentemente ingênuas, estão carregadas de segundas intenções. Construir cadeias custa caro, alguém aproveita para vender cimentos superfaturados, por exemplo, sem falar que administrá-las é mais caro ainda. Até para garantir a “segurança da sociedade” alguém sai lucrando.
A moral da história é que sempre alguém lucra com a desgraça do menos favorecido. E por trás de “campanhas sociais” está a promoção política, econômica e social de alguém, até porque quem realmente faz caridade não é sabido de todos. Somos escravos sem direito a alforria e nos iludimos na crença de que somos livres assalariados, livres desempregados, mas, sobretudo livres. Liberdade nunca nos foi concedida e continuamos enclausurados num navio negreiro.
domingo, 19 de junho de 2011
Além do Cidadão Kane!!!
http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038#
Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres, proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial.
O documentário fala sobre:
-As relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.
O documentário fala sobre:
-As relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.
-Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.
-Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.
-Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.
-Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.
"Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane".
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Permitir-se!!!
Ao tentar entender quais as prováveis causas do meu sofrimento exacerbado descobri que uma delas é certamente o não permitir-se. Não me permito esquecer as mágoas, as decepções, as muitas culpas que carrego. Por que relembrar o que feriu? O importante é que passou e o passado não pode atormentar se eu o trancar no baú das recordações.
Por que insisto em me torturar ao não me desfazer de recordações pungentes? Sei que certos desgostos para serem esquecidos não dependem apenas de mim, dependem do tempo também, mas parece que eu faço questão de relembrá-los, como forma de me punir, me martirizar.
E o permitir-se? Permitir-se viver, amar, entregar-se por completo. Permitir-se não ficar debruçada sobre o passado, remoendo culpas, mágoas, pecados. Permitir-se livrar o coração de desconfianças e ressentimentos. Permitir-se, uma vez na vida, perdoar.
P.S. Permitir-se lutar contra Thanatos, para que Eros possa enfim conduzir minha vida.
Mirele Machado
quarta-feira, 8 de junho de 2011
A História da Água Engarrafada!!!
Você sabia que para produzir 1Kg de plástico PET requer 17,5 kg de água e resulta em emissões de 40 gramas de hidrocarbonetos, 25 gramas de óxidos sulfúricos, 18 gramas de monóxido de carbono, 20 gramas de óxido de nitrogênio e 2,3 gramas de dióxido de carbono. Gasta-se mais água para produzir a garrafa de água que a água contida no vasilhame. E quando joga-se essa garrafa no ecossistema, ela vai demorar 400 anos para se decompor.
Quando preferimos a água mineral engarrafada, por exemplo, estamos em busca de segurança alimentar e nos sentimentos muito bem informados com isto. Mas ninguém nos diz que os garrafões plásticos podem transportar bactérias durante o manejo ou que o próprio plástico PET que embala a água pode conter produtos químicos poluentes. Na Índia, testes realizados em fevereiro de 2003 pelo Centro para Ciência e Meio Ambiente encontraram níveis altos de pesticidas em amostras de água, resultando na retirada de certificados oficiais de qualidade de uma série de marcas e em advertências dirigidas à Coca-Cola e PepsiCo.
É bom começarmos a refletir sobre isso, lembrando que nos lugares onde há água de boa qualidade, basta retirá-la da torneira e filtrar, mantendo-se o filtro sempre limpo.
A História das Coisas!!!
História das Coisas é uma versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard, baseado em nossos padrões de consumo, mostrando a cadeia de produção a partir da extração, passando pelo processo de produção, venda, consumo chegando ao descarte, revelando assim como os produtos afetam comunidades de diversos países. Revela ainda problemas ambientais e sociais e a urgência de criarmos um mundo mais justo e sustentável.
O Sol, a Terra e a Lua
Título: O Sol, a Terra e a Lua
Autor: Tatiana da Silva
Autor: Tatiana da Silva
Instituição: UFSC
Resumo:
Esta apresentação didática ilustra, de modo bastante dinâmico, os movimentos de translação e rotação da Terra, as estações do ano, as fases da Lua e os eclipses. Ela foi produzida com a tecnologia Flash, no contexto do ensino a distância (Consórcio CEDERJ/CECIERJ). As representações e modelos utilizados visam colaborar para a superação das dificuldades existentes na compreensão dos fenômenos estudados. Eles podem ser utilizados em outros contextos, como o do ensino presencial, em diversos níveis de aprendizagem. Podem ser acessados por pessoas sem qualquer conhecimento prévio de astronomia ou com pouco conhecimento de matemática.
Vale a pena conferir!!!
http://www.fsc.ufsc.br/~tati/webfisica/sis-solar/index-sistsolar.html
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
A Quarta Idade da Imprensa
O jornalismo voltado ao entretenimento
No passado, os meios de comunicação eram canais de debate público e sua função era a de dirigir, ilustrar e educar o público, hoje, a imprensa voltou-se ao entretenimento, ao espetáculo. Ou seja, a imprensa transformou-se numa negação da vocação inicial do jornalismo. A informação foi absorvida pelo negócio do entretenimento e vender se constituiu no principal da mídia contemporânea.
O entretenimento não tem nada a ver com a comunicação de caráter público. Ele, simplesmente, engoliu o jornalismo. Qualquer empreendimento capitalista tem por finalidade o lucro, nenhuma novidade quanto a isso. O entretenimento também. Mas ele vende o que, exatamente? Sua mercadoria não são as atrações que ele faz crer que são suas mercadorias, mas os olhos para os quais essas supostas mercadorias se anunciam atraentes. Ele comercializa o olhar de quem o vê. O entretenimento resume-se ao ofício de captar o olhar social para vendê-lo, de acordo com a quantidade e com a suposta qualidade da platéia da qual ele se origina.
A televisão, por exemplo, foi absorvida pelo entretenimento e se tornou propulsora e dissiminadora do espetáculo como um modo de produção. O jornalismo tem buscado mais entreter do que informar. A cobertura telejornalística do episódio 11 de setembro mostra uma propensão acentuada à finalidade de chocar, de emocionar, de projetar o que há de sensacional no fato. A morte de Bin Laden virou coisa de cinema, filme catástrofe iniciado lá em 2001 e que agora precisa de imagens do homem morto, pois nosso olhar não acredita mais em nada, como comentou Arnaldo Jabor.
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| Após a divulgação de que o terrorista havia sido morto, começaram a circular na internet várias fotos que mostrariam o corpo de Bin Laden. |
A cultura está sendo criada e a beleza fabricada. Hoje, tudo o que é espetáculo vira notícia. A televisão, aliás, tem entre nós o estatuto de janela para o mundo, capaz de descortinar os fatos como eles são, como se víssemos de perto com nossos próprios olhos, porque vivemos numa civilização em que a imagem se tornou critério da verdade.
Sendo assim, vendemos nosso olhar quando nos iludimos e apoiamos no visível o critério da verdade. O visível não é e nem contém o critério da verdade. O visível não é algo que nos fala aos sentidos, mas ao conhecimento, a razão, ao entendimento. Ou seja, a expressão das idéias, necessariamente, só pode ser concebida como um processo que se estende além das fronteiras do visível.
O jornalismo voltado ao entretenimento é o que caracteriza a chamada quarta idade da imprensa. O jornalismo deixou de flertar com as artes plásticas, o cinema, com os textos que são narrativas literárias eternas e passou a ser anti-sedutor e só depois informativo. Agora, a guerra, o terror, precisam acontecer na instância da imagem, precisam tocar nosso olhar para ser construída a legitimação dos fatos. E uma versão sensacionalista dos fatos certamente tem “mais leitura”, isto é, vende mais jornal e rende mais imagens, já que não vemos TV de olhos fechados como nos propõe Eugênio Bucci. O pensamento abstrato tornou-se um “crime” e precisamos nos libertar, pois não se pode continuar vivendo na tirania das imagens, na era do espetáculo, no jornalismo do entretenimento.
Mirele Machado
terça-feira, 5 de abril de 2011
Você escolhe!
Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil.
Eles estão sempre a brigar.
Quando então me perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga respondi:
- Aquele que você alimentar!
Eles estão sempre a brigar.
Quando então me perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga respondi:
- Aquele que você alimentar!
quarta-feira, 30 de março de 2011
O que eu fiz dessa vez?
“Todo mundo é um pouco triste e um pouco só.”Clarice Lispector
E o que foi até agora? E o que foi desde que pisei aqui pela primeira vez sem saber por que vinha? Mal-humorado como o Diabo, dormiu de costas sem sequer pronunciar boa noite, mesmo que em palavras sussurradas. Se não fosse por minha insistência nem mesmo teria me dado beijo de despedida hoje cedo. E a mensagem sem nenhuma palavra de afeto foi como tapa na cara. Esperei em vão por um "te amo" no final.
Tentei explicar, mas foi inútil. Bem sei, palavra pronunciada não volta atrás. Juro, foi sem querer. Jurar para quem, se ninguém me ouve? Estou cansando dessa tristeza e solidão que emergem do meu âmago a cada discussão. E não aceito ser triste nem só, se for assim me vou embora de uma vez. Tenho pressa, nem sei de quê, mas tenho pressa. E nessa pressa não existe lugar para o sofrimento.
Mirele Machado
quarta-feira, 23 de março de 2011
Simplesmente Clarice!!!
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro... Há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu... para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma".
Clarice Lispector
sábado, 19 de março de 2011
O príncipe
Sabe aquele cara que você esperou a vida toda para encontrar, mas nem acredita que ele existe?
Aquele cara que quando olha nos teus olhos parece tocar a tua alma?
Aquele que te faz pensar ser a única e com isto te ajuda a se ajustar na tua própria pele?
Aquele que te deixa feliz somente pelo fato dele existir e que quando surge tem o poder de te resgatar das cinzas?
Aquele cara que te possui de uma forma dilacerante, assim como o sol faz com os pêssegos no outono, como o vento enfurecido que abre as janelas em dia de temporal?
Sabe aquele cara que aguenta a tua TPM, tua ressaca, teu péssimo humor e perdoa as tuas mancadas diárias, mesmo que perdão tu não peças?
Aquele que suporta as tuas loucuras, a tua hipocondria, teu ciúme ao extremo e enxuga as tuas lágrimas apesar de você nem merecer isto?
O tal cara não se assusta ou se afasta porque latas giram, arrastam-se, e teu pescoço estala e você perde o ar. Ele vigia o teu sono, mesmo sabendo que tem que trabalhar às 6h manhã...
Ele suporta corajosamente teus altos e baixos, tua ira, tua incapacidade de se adaptar ao mundo...
Ele te hipnotiza enquanto você o observa dormir...
E ele tem um jeito de te chamar de bocó, quando está bravo contigo, que te derrete invés de aborrecer...
E quando você foge ele te pega de volta. E é tão bom sentir aquelas mãos que te apertam sem oprimir...
E quando você chora ele segura pertinho e você pode apoiar o rosto no peito dele ouvindo as batidas do coração ecoando na mente...
Pois é...
Este cara existe...
E eu tenho a sorte de tê-lo como noivo.
A tentação é de fugir e me jogar no abismo, mas os braços dele me sustentam, confio neles e sei que ainda posso me salvar...
P.S. A Cinderela que não acredita em príncipes e contos de fadas o idealiza perfeito!!!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Início de ano!!!
Ano novo, vida nova. Ao menos, assim espero. Esperanças renovadas, alguns sonhos desfeitos para dar lugar a outros tantos devaneios. Que esse ano não me venha com tantas desilusões, pois ainda carrego algumas mágoas do ano anterior. E mesmo eu estando radiante de felicidade pelas alianças colocadas no 1° dia do ano, bem sei que elas não significam que serei tratada com o respeito que julgo merecer. Elas não significarão nada se meu amor assim o decidir. Ele parece feliz também, mas como saber se o riso não é máscara? Ai de mim, amo tanto que nem sei.
Esse ano decidi: serei dona do meu nariz e quem pisar na bola que saia do meu caminho. Depois, de muito pensar, também decidi que não voltarei para a faculdade de Jornalismo, mesmo sabendo que só faltam 2 semestres para eu me formar. Vou cursar Química, mesmo sabendo que meu desejo maior é cursar Literatura. E, quero outro emprego, porque o atual está me deixando surtada. Ai Deus, ajude-me em minha trajetória, pois o caminho é árduo e sei que a vitória sorri somente aqueles que não param no meio do caminho.
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