Muito eu, sempre indisponível afetivamente. Sempre com uma desculpa esfarrapada por estar muito ocupada fazendo nada. E o cara insiste, ele tenta, se esforça, até que desiste de tanta negação. Eu e minha psique; e a maldita projeção do meu complexo paterno.
"O primeiro homem que uma mulher conhece é seu pai, que portanto tem uma influência muito grande sobre a menina. Se a relação com o pai se constela de um modo negativo, a menina reagirá negativamente a ele. O pai, em si, pode ou não ser um homem difícil. A menina pode simplesmente não gostar dele. De qualquer modo, se a relação for negativa, mais tarde ela provavelmente terá dificuldade com os homens e não descobrirá seu próprio lado masculino. No extremo, ela ficará completamente incapaz de abordar os homens. Com certeza terá medo deles. Se o caso não for tão extremo, ela será o que se costuma chamar de uma mulher difícil. Discutirá com os homens, tentará sempre desafiá-los, criticá-los e pô-los para baixo. Ela esperará negatividade da parte deles, e essa expectativa naturalmente criará dificuldades para o parceiro”. (Von Franz, 1992b, p.163)
Tendo constelado em sua psique o complexo paterno, a mulher, além de pautar suas atitudes por um padrão caracteristicamente masculino, projetará nos homens esse complexo. Ela acreditará que o homem concreto que vê com os olhos da sua interioridade é de fato como o vê, já que, em algum nível, e em alguma proporção, ainda que mínima, ele possui características semelhantes àquelas.