sábado, 7 de maio de 2016

O que espera que eu faça?



Será que te afetei ao contar que casarei novamente? Teu semblante inexpressivo nunca me permite interpretações. Disseste tanta coisa, deixaste margem para que a dúvida pairasse e tomasse conta de mim. Nunca retomaremos aquela conversa.
Não perguntes, nunca saberás; nem eu sei. Pensava ser indiferente. Mas, hoje, deu uma fisgada no peito, senti-me desnorteada. És lindo, mas tão carregado de preconceito. É só medo ou nos arrependemos das tolices escritas? 
Já passou, já foi, findou (espero eu). Nunca saberemos daquilo que poderia ter sido e não foi. É muito impedimento para pouco sentimento. 


Mirele Machado




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