terça-feira, 16 de agosto de 2011

Quanto vale ou é por quilo?




Somos escravos assalariados
O filme, de Sérgio Bianchi, Quanto vale ou é por quilo?, aborda dois períodos na história do Brasil que, à primeira vista, pareceriam distintos: a época da escravidão e a atual realidade assalariada. Através de uma construção histórica, visualizamos com nitidez a herança da escravidão que está nas classes dominantes que criam valores discriminatórios através dos quais conseguem barrar nos níveis econômico, social e cultural a manifestação da consciência negra.
O filme mostra a violência na captura dos negros, nos castigos corporais a que eram submetidos e no ato de serem vendidos no mercado como se fossem apenas coisas, objetos, animais. Os negros eram atividade comercial que dava grandes lucros aos empresários. Hoje, não é diferente, somos escravos, embora assalariados e vítimas do modelo social: compro, logo sou.
Outro fator marcante do filme é a resposta que a sociedade dá a criminalidade, ou seja, o aprisionamento. Embora pareça haver consenso de que essa seja a medida ideal e que lugar de bandido é na cadeia, não se pode esquecer que o custo social de tal solução está longe de ser desprezível. O criminoso fica impedido de delinqüir apenas enquanto estiver preso. Ao sair, terá rompido laços familiares e sociais e dificilmente encontrará quem lhes dê emprego e voltará a roubar, traficar, etc.
Enquanto, por exemplo, políticos corruptos roubam quantias exorbitantes do país e cometem tantos outros delitos encontram-se em liberdade aproveitando o dinheiro da nação o pai de família desempregado que rouba para sustentar o filho que está para nascer acaba preso. Não estou apoiando a criminalidade, mas salientando que é injusto.
A solução para os marginais, que do meu ponto de vista, são mais vítimas da desigualdade e do sistema explorador vigente no país, estaria na melhora do sistema educacional e das condições necessárias para ingressá-los no mercado de trabalho, já que muitos cometem crimes para aumentar a renda.
Acho esse filme um exemplo de utilidade pública. Um filme feito, pensado e utilizado para fazer com que aquelas pessoas que vejam suas imagens se conscientizem e passem a agir como elementos multiplicadores de uma realidade que embora sabida de todos é escamoteada com a desculpa individualista de que “eu pago meus impostos o governo que cuide do problema”.
Sendo assim, ficou ainda mais evidente que tudo gira em torno de dinheiro e que as supostas ações para acabar com as desigualdades sociais, aparentemente ingênuas, estão carregadas de segundas intenções. Construir cadeias custa caro, alguém aproveita para vender cimentos superfaturados, por exemplo, sem falar que administrá-las é mais caro ainda. Até para garantir a “segurança da sociedade” alguém sai lucrando.
A moral da história é que sempre alguém lucra com a desgraça do menos favorecido. E por trás de “campanhas sociais” está a promoção política, econômica e social de alguém, até porque quem realmente faz caridade não é sabido de todos. Somos escravos sem direito a alforria e nos iludimos na crença de que somos livres assalariados, livres desempregados, mas, sobretudo livres. Liberdade nunca nos foi concedida e continuamos enclausurados num navio negreiro.

domingo, 19 de junho de 2011

Além do Cidadão Kane!!!

http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038#

Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres, proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial.
O documentário fala sobre:
-As relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.
-Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.
-Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.
-Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.
-Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.

"Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Permitir-se!!!


Ao tentar entender quais as prováveis causas do meu sofrimento exacerbado descobri que uma delas é certamente o não permitir-se. Não me permito esquecer as mágoas, as decepções, as muitas culpas que carrego. Por que relembrar o que feriu? O importante é que passou e o passado não pode atormentar se eu o trancar no baú das recordações.
Por que insisto em me torturar ao não me desfazer de recordações pungentes? Sei que certos desgostos para serem esquecidos não dependem apenas de mim, dependem do tempo também, mas parece que eu faço questão de relembrá-los, como forma de me punir, me martirizar.
E o permitir-se? Permitir-se viver, amar, entregar-se por completo. Permitir-se não ficar debruçada sobre o passado, remoendo culpas, mágoas, pecados. Permitir-se livrar o coração de desconfianças e ressentimentos. Permitir-se, uma vez na vida, perdoar. 

P.S. Permitir-se lutar contra Thanatos, para que Eros possa enfim conduzir minha vida.


Mirele Machado

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A História da Água Engarrafada!!!

 
 
Você sabia que para produzir 1Kg de plástico PET requer 17,5 kg de água e resulta em emissões de 40 gramas de hidrocarbonetos, 25 gramas de óxidos sulfúricos, 18 gramas de monóxido de carbono, 20 gramas de óxido de nitrogênio e 2,3 gramas de dióxido de carbono. Gasta-se mais água para produzir a garrafa de água que a água contida no vasilhame. E quando joga-se essa garrafa no ecossistema, ela vai demorar 400 anos para se decompor.
Quando preferimos a água mineral engarrafada, por exemplo, estamos em busca de segurança alimentar e nos sentimentos muito bem informados com isto. Mas ninguém nos diz que os garrafões plásticos podem transportar bactérias durante o manejo ou que o próprio plástico PET que embala a água pode conter produtos químicos poluentes. Na Índia, testes realizados em fevereiro de 2003 pelo Centro para Ciência e Meio Ambiente encontraram níveis altos de pesticidas em amostras de água, resultando na retirada de certificados oficiais de qualidade de uma série de marcas e em advertências dirigidas à Coca-Cola e PepsiCo.

É bom começarmos a refletir sobre isso, lembrando que nos lugares onde há água de boa qualidade, basta retirá-la da torneira e filtrar, mantendo-se o filtro sempre limpo.

A História das Coisas!!!



História das Coisas é uma versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard, baseado em nossos padrões de consumo, mostrando a cadeia de produção a partir da extração, passando pelo processo de produção, venda, consumo chegando ao descarte, revelando assim como os produtos afetam comunidades de diversos países. Revela ainda problemas ambientais e sociais e a urgência de criarmos um mundo mais justo e sustentável.

O Sol, a Terra e a Lua

Título: O Sol, a Terra e a Lua

Autor: Tatiana da Silva

Instituição: UFSC


Resumo:
Esta apresentação didática ilustra, de modo bastante dinâmico, os movimentos de translação e rotação da Terra, as estações do ano, as fases da Lua e os eclipses. Ela foi produzida com a tecnologia Flash, no contexto do ensino a distância (Consórcio CEDERJ/CECIERJ). As representações e modelos utilizados visam colaborar para a superação das dificuldades existentes na compreensão dos fenômenos estudados. Eles podem ser utilizados em outros contextos, como o do ensino presencial, em diversos níveis de aprendizagem. Podem ser acessados por pessoas sem qualquer conhecimento prévio de astronomia ou com pouco conhecimento de matemática.

Vale a pena conferir!!!

http://www.fsc.ufsc.br/~tati/webfisica/sis-solar/index-sistsolar.html