Muito bom meeeeeeeeeesmo!!!!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
A Quarta Idade da Imprensa
O jornalismo voltado ao entretenimento
No passado, os meios de comunicação eram canais de debate público e sua função era a de dirigir, ilustrar e educar o público, hoje, a imprensa voltou-se ao entretenimento, ao espetáculo. Ou seja, a imprensa transformou-se numa negação da vocação inicial do jornalismo. A informação foi absorvida pelo negócio do entretenimento e vender se constituiu no principal da mídia contemporânea.
O entretenimento não tem nada a ver com a comunicação de caráter público. Ele, simplesmente, engoliu o jornalismo. Qualquer empreendimento capitalista tem por finalidade o lucro, nenhuma novidade quanto a isso. O entretenimento também. Mas ele vende o que, exatamente? Sua mercadoria não são as atrações que ele faz crer que são suas mercadorias, mas os olhos para os quais essas supostas mercadorias se anunciam atraentes. Ele comercializa o olhar de quem o vê. O entretenimento resume-se ao ofício de captar o olhar social para vendê-lo, de acordo com a quantidade e com a suposta qualidade da platéia da qual ele se origina.
A televisão, por exemplo, foi absorvida pelo entretenimento e se tornou propulsora e dissiminadora do espetáculo como um modo de produção. O jornalismo tem buscado mais entreter do que informar. A cobertura telejornalística do episódio 11 de setembro mostra uma propensão acentuada à finalidade de chocar, de emocionar, de projetar o que há de sensacional no fato. A morte de Bin Laden virou coisa de cinema, filme catástrofe iniciado lá em 2001 e que agora precisa de imagens do homem morto, pois nosso olhar não acredita mais em nada, como comentou Arnaldo Jabor.
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| Após a divulgação de que o terrorista havia sido morto, começaram a circular na internet várias fotos que mostrariam o corpo de Bin Laden. |
A cultura está sendo criada e a beleza fabricada. Hoje, tudo o que é espetáculo vira notícia. A televisão, aliás, tem entre nós o estatuto de janela para o mundo, capaz de descortinar os fatos como eles são, como se víssemos de perto com nossos próprios olhos, porque vivemos numa civilização em que a imagem se tornou critério da verdade.
Sendo assim, vendemos nosso olhar quando nos iludimos e apoiamos no visível o critério da verdade. O visível não é e nem contém o critério da verdade. O visível não é algo que nos fala aos sentidos, mas ao conhecimento, a razão, ao entendimento. Ou seja, a expressão das idéias, necessariamente, só pode ser concebida como um processo que se estende além das fronteiras do visível.
O jornalismo voltado ao entretenimento é o que caracteriza a chamada quarta idade da imprensa. O jornalismo deixou de flertar com as artes plásticas, o cinema, com os textos que são narrativas literárias eternas e passou a ser anti-sedutor e só depois informativo. Agora, a guerra, o terror, precisam acontecer na instância da imagem, precisam tocar nosso olhar para ser construída a legitimação dos fatos. E uma versão sensacionalista dos fatos certamente tem “mais leitura”, isto é, vende mais jornal e rende mais imagens, já que não vemos TV de olhos fechados como nos propõe Eugênio Bucci. O pensamento abstrato tornou-se um “crime” e precisamos nos libertar, pois não se pode continuar vivendo na tirania das imagens, na era do espetáculo, no jornalismo do entretenimento.
Mirele Machado
terça-feira, 5 de abril de 2011
Você escolhe!
Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil.
Eles estão sempre a brigar.
Quando então me perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga respondi:
- Aquele que você alimentar!
Eles estão sempre a brigar.
Quando então me perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga respondi:
- Aquele que você alimentar!
quarta-feira, 30 de março de 2011
O que eu fiz dessa vez?
“Todo mundo é um pouco triste e um pouco só.”Clarice Lispector
E o que foi até agora? E o que foi desde que pisei aqui pela primeira vez sem saber por que vinha? Mal-humorado como o Diabo, dormiu de costas sem sequer pronunciar boa noite, mesmo que em palavras sussurradas. Se não fosse por minha insistência nem mesmo teria me dado beijo de despedida hoje cedo. E a mensagem sem nenhuma palavra de afeto foi como tapa na cara. Esperei em vão por um "te amo" no final.
Tentei explicar, mas foi inútil. Bem sei, palavra pronunciada não volta atrás. Juro, foi sem querer. Jurar para quem, se ninguém me ouve? Estou cansando dessa tristeza e solidão que emergem do meu âmago a cada discussão. E não aceito ser triste nem só, se for assim me vou embora de uma vez. Tenho pressa, nem sei de quê, mas tenho pressa. E nessa pressa não existe lugar para o sofrimento.
Mirele Machado
quarta-feira, 23 de março de 2011
Simplesmente Clarice!!!
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro... Há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu... para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma".
Clarice Lispector
sábado, 19 de março de 2011
O príncipe
Sabe aquele cara que você esperou a vida toda para encontrar, mas nem acredita que ele existe?
Aquele cara que quando olha nos teus olhos parece tocar a tua alma?
Aquele que te faz pensar ser a única e com isto te ajuda a se ajustar na tua própria pele?
Aquele que te deixa feliz somente pelo fato dele existir e que quando surge tem o poder de te resgatar das cinzas?
Aquele cara que te possui de uma forma dilacerante, assim como o sol faz com os pêssegos no outono, como o vento enfurecido que abre as janelas em dia de temporal?
Sabe aquele cara que aguenta a tua TPM, tua ressaca, teu péssimo humor e perdoa as tuas mancadas diárias, mesmo que perdão tu não peças?
Aquele que suporta as tuas loucuras, a tua hipocondria, teu ciúme ao extremo e enxuga as tuas lágrimas apesar de você nem merecer isto?
O tal cara não se assusta ou se afasta porque latas giram, arrastam-se, e teu pescoço estala e você perde o ar. Ele vigia o teu sono, mesmo sabendo que tem que trabalhar às 6h manhã...
Ele suporta corajosamente teus altos e baixos, tua ira, tua incapacidade de se adaptar ao mundo...
Ele te hipnotiza enquanto você o observa dormir...
E ele tem um jeito de te chamar de bocó, quando está bravo contigo, que te derrete invés de aborrecer...
E quando você foge ele te pega de volta. E é tão bom sentir aquelas mãos que te apertam sem oprimir...
E quando você chora ele segura pertinho e você pode apoiar o rosto no peito dele ouvindo as batidas do coração ecoando na mente...
Pois é...
Este cara existe...
E eu tenho a sorte de tê-lo como noivo.
A tentação é de fugir e me jogar no abismo, mas os braços dele me sustentam, confio neles e sei que ainda posso me salvar...
P.S. A Cinderela que não acredita em príncipes e contos de fadas o idealiza perfeito!!!
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